Mensagem

JULGAMENTO INDIVIDUAL

MSG 972 = 27/03/2024

       Deus havia rejeitado Saul como rei de Israel, e o profeta Samuel estava com pena, pois sabia do triste fim daquele que é rejeitado pelo Senhor. Samuel sabia que o Senhor podia modificar a decisão; mas Saul era acostumado em cumprir as ordens de Deus pela metade, achando que estava tudo certo, e isso impediria que o Senhor voltasse atrás em sua decisão (2 Re. 20: 1 a 6). Esse hábito nocivo de Saul, é o mesmo que muitos de nós cometemos hoje, ou seja, sabemos da vontade de Deus, mas a cumprimos relaxadamente, e isso é considerado maldição perante os olhos de Deus (Ez. 48: 10). Diferente do rei Ezequias que clamou ao Senhor e obteve misericórdia, Saul levou o castigo por seu relaxamento, e acabou morrendo pela espada do inimigo. Em nosso tempo, as pessoas não respeitam a vontade de Deus, abusam da unção preciosa concedida à aqueles a quem é seu escolhido. Esses pecados vão acumulando, até que um dia não dá mais para suportar (Is. 24: 17 a 22).  Foi o caso de Saul. Veja o que o Senhor disse a Samuel, quando o mandou ir, e ungir a Davi, como rei de Israel, para substituir Saul. Eis o texto:

      “Então disse o SENHOR a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche um chifre de azeite, e vem, enviar-te-ei a Jessé o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei.” (I Sm. 16: 1).

       Deus haviam alcançado a Davi, lá no meio do mato, e determinado que ele se tornasse rei de Israel em lugar de Saul (2 Cr. 16: 9). Como a história mostra, Davi viveu no temor de Deus, e foi o rei mais bem sucedido daquele tempo. Suas atitudes são tomadas como referência até hoje, e mesmo depois de mais de três mil anos, a maioria de nossos líderes não tem a obediência que Davi teve para com Deus. Um exemplo disso é o respeito para com a unção de Deus em alguém (1 Sm. 26: 7-8-9). Os séculos passaram e nós, regredimos ao invés de aperfeiçoar no respeito aos ungidos de Deus; e ainda pensamos que o Senhor vai nos levar para a glória quando morrermos. É de se imaginar a decepção da alma de muitos imitadores de Saul. Muitos daqueles que se julgam bons demais, por ter alguma forma a de ascenção sobre o povo, e sobem nos púlpitos, gritando bobagens para ser respeitados, são pisados por satanás logo depois que morrem. Jesus mostrou que no último dia, ou seja, no momento em que morremos, Deus determina o destino de nossa alma, segundo o que consta das ações que praticamos na terra (Jr. 17: 10). É nessa hora que ele decide quem vai ser levado aos céus, e quem vai ficar na terra pagando por suas iniquidades.  Veja o que disse Jesus. Eis o texto:

       “Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas Palavras, já tem quem o julgue, a Palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no ultimo dia” (Jo. 12: 48).

         O texto deixa claro que há um julgamento individual, onde Deus examina nossas ações, considerando o que fizemos e o que deixamos de fazer. O terno de luxo, os diplomas, vão ficando tudo para trás, e o que vai ser contado é a integridade de sua alma. É provável que aquele a quem você desrespeitou, possa estar passando por você, subindo para o alto, e você ver sua arrogância sendo abatida. Isso acontece, porque Deus considera o que você é, e não o que você pensa ser.

       Que o Senhor a quem servimos possa falar melhor ao seu coração.
 
                                                    Natanael de Souza