Mensagem

OFERTA A DEUS

MSG 630 = 05/02/2019

       A maneira pela qual Deus considera nossas ofertas, foi mostrada no princípio da criação, quando o Senhor atentou para a oferta de Abel, e não se agradou da de Caim. A de Abel foi feita de maneira especial, considerando a soberania de Deus. A de Caim foi feita de modo normal, sem considerar a grandiosidade do Senhor (Gn. 4: 2 a 5). Deus mostrou aí que não é o valor da oferta que O agrada, mas a atitude de reconhecimento de que Deus é o único dono e de todas as coisas (Is. 46: 8-9). Portanto, o que move a mão de Deus em nosso favor, é a forma pela qual empregamos o coração naquilo que ofertamos (Mc. 12: 41 a 44). Jesus confirmou isso quando ensinou sobre a atitude que devemos ter ao ofertar a Deus. Veja o texto:

      “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta.” (Mt. 5: 23-24).      

       Nesse texto, o Senhor mostra que a oferta agradável a Deus vem de uma atitude que provoca obediência aos mandamentos do evangelho, exigindo esforço para negarmos nossa vontade e fazer a vontade do Senhor (Mc. 8: 34). Foi dentro desse princípio que Abraão ofertou a Melquisedeque, dez por cento do despojo de guerra. Ele não ofertou pelo fato de Melquisedeque ser o rei de Salem, mas por ser sacerdote de Deus.   Jesus confirmou esse sentido quando comentou a compensação que recebe, aquele que oferece até um copo de água fria a alguém, por ser esse discípulo do Senhor (Mt. 10: 42).       
  
       O dízimo do cristão tem esse sentido. Ele não se destina a sustentar a tribo de Levi, porque não somos judeus. Mas sustenta, materialmente, o projeto de Deus em colocar Sua lei no coração de cada seguidor de Cristo, no sistema de uma nova aliança, prevista antes da vinda de Jesus (Jr. 31: 33). Por isso, o cristão dizimista é verdadeiramente parceiro de Deus na edificação da igreja de Jesus. Ele não está obrigado a dizimar, da mesma forma que Abel e Caim não estavam obrigados a ofertar a Deus. Mas quando o faz com um coração obediente, está agradando ao Senhor, que, com certeza, satisfará os desejos de seu coração (Sl. 37: 4).

       Entretanto, os cristãos devem observar onde, e a quem seu dízimo é entregue.  Abraão entregou a Melquisedeque, certamente, confiou que ele empregaria em favor dos propósitos de Deus. Mas depois disso Deus Se pronunciou, considerando como maldito o homem que confia no outro, e se aparta do Senhor (Jr. 17: 5). Por isso, em nosso tempo, o sacerdote deve prestar contas do destino dos dízimos, a fim de evitar a condenação de Deus como uma relação de confiança. A não observância desse detalhe pode levar Deus a considerar a oferta do dizimista da mesma forma que considerou a de Caim.

       Portanto, partindo da afirmação de Jesus, de que Deus recompensa tudo o que oferecemos para a obra Sua obra, podemos ter certeza de que bênçãos poderosas recaem sobre os cristãos que dizimam corretamente, como parceiros na edificação da igreja do Senhor, como a noiva que se prepara para as bodas (Lc. 1: 17 e Ap. 19: 9).

       Que o Senhor possa falar melhor ao seu coração.
 
                                                             Natanael de Souza